A causa
A lei trata maus-tratos como crime menor
Quem denuncia um caso de maus-tratos descobre rápido onde a proteção termina. A pena prevista hoje não corresponde ao que acontece com o animal. E parte dos animais continua fora do alcance da lei, dependendo da espécie e da situação em que vive.
Sem pena que assuste e sem multa que pese, maltratar sai barato. É por isso que o mesmo caso se repete na rua ao lado, no ano seguinte, com outro animal.
Mudar isso não é discurso: é texto de lei. Pena maior, lei que inclua todos os animais, multa pesada e educação animalista na escola. São essas quatro mudanças que a candidatura 7017 leva para Brasília.
Todos os animais. Sem espécie de segunda classe.
Essa é a bandeira de João Valois desde 2010, quando quase ninguém falava disso: cão e gato, mas também jumento, baleia, golfinho, boi, cavalo e os animais usados em teste de laboratório. As manifestações que ele organizou passaram por todos eles, e a lei que ele defende também.
Quem é
“Comecei porque vi uma imagem que não consegui esquecer”
Sou protetor e ativista da causa animal há mais de 25 anos. Passei a atuar publicamente em 2010, depois de ver a imagem de um cão explorado e massacrado. Não deu para virar a página e seguir a vida.
Em agosto daquele ano idealizei o movimento “Cadeia para quem maltrata os animais”, que pede o aumento da pena para crimes de maus-tratos. De lá para cá realizei manifestações nacionais e internacionais: contra testes em animais, contra a zoofilia, contra touradas e vaquejadas, contra a caça a baleias e golfinhos, contra a exportação de jumentos para a China, em 2011, e contra o embarque de animais vivos.
Também em 2011 criei o abaixo-assinado pela primeira delegacia especializada em crimes contra animais do Rio de Janeiro. Fui coordenador da COBEA em Petrópolis por nove meses.
São 25 anos batendo na mesma porta, de fora. Nesse tempo aprendi onde a lei falha e o que precisa ser escrito para corrigir. Falta a caneta que aprova. É isso que estou pedindo agora.
O movimento
Cadeia para quem maltrata os animais
Idealizado em agosto de 2010, o movimento tem um pedido central: aumentar a pena para crimes de maus-tratos. Foi ele que levou João Valois às ruas, às manifestações no Brasil e fora dele, e ao abaixo-assinado pela primeira delegacia especializada em crimes contra animais do Rio de Janeiro. Quinze anos depois, o pedido é o mesmo — agora com chance de virar voto e virar lei.
#cadeiaparaquemmaltrataosanimais“As pessoas sonham com tantos bens materiais. Eu só queria que meu cachorro vivesse pra sempre.”
O que defende
Quatro mudanças na lei
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Aumento da pena
Maus-tratos deixam de ser crime de pena baixa. Quem maltrata responde com cadeia, não com pena que caiba em acordo.
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Todos os animais na lei
Proteção legal para todos os animais, sem exceção de espécie ou de uso. Hoje a proteção depende de qual animal foi vítima. Essa inclusão total é a marca da atuação de João desde 2010.
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Multa pesada
Multa alta o bastante para doer em quem calcula o risco e conclui que vale a pena maltratar.
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Educação animalista nas escolas
Respeito aos animais ensinado na escola. É o único item da lista que evita o crime antes de ele acontecer.
Como votar
Digite o número e confirme
7017
Na urna, o voto para deputado federal tem quatro dígitos. Digite 7017, confira o nome e a foto na tela e aperte confirma.
Acompanhe
Um trabalho que não começou na campanha
João Valois foi pioneiro na luta por todos os animais no país, e essa atuação começou muito antes da candidatura. Não para quando a eleição acaba. Dá para checar no próprio perfil: as manifestações, as denúncias e a cobrança pelo aumento da pena estão publicadas ali, diariamente.
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